contrastes


Nesta profusão de cor, vive um velho do mar. Ali, distraído do tempo, concerta redes, lança-as ao mar e recolhe-as pesadas de saudade. 
A sua tez baça de ausência, contrasta com o carmim e o azul celeste, daquele lugar, captado por olhos atentos à beleza.
No exacto momento do dia, em que tudo se reflete ele recolhe-se, evita esse confronto de ver espelhada a vida que passou. Protegido, no(do) interior vê o reflexo perfeito, da casa que é lar, porto, barco e sonho feliz. Um sonho que  construiu para alegrar quem, ainda, se espanta a viver.

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