"Não digas nada, dá-me só a mão" I Lobo Antunes
Sempre soube que tinha uma ausência quase científica de noção rítmica.
Até hoje.
Puxaste-me para o centro da pista, sem margem para protesto.
— Não digas nada. Dá-me só a mão.
Obedeci.
E foi então que percebi: a melodia também se lê, com o corpo.
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